Coerência? Sim, por favor!

Olá inspiração!

Quem nunca tiver pecado, que atire a primeira pedra.

– Quem é que nunca esteve à beira de um ataque de nervos por causa de alguma situação com os filhos?

– Quem é que nunca teve a tentação de levantar o dedo em riste, com tom de reprovação?

– Quem é que nunca teve vontade de dar um “berro” aos filhos?

– Quem é que nunca teve…blá, blá, blá…?

Quem disser que a parentalidade é um processo simples, sem espinhas, não está a ser honesto nem consigo, nem com os outros.

Cada filho é um filho e apesar de não duvidarmos do teu amor por cada um, o modo como interages com eles é distinto. A personalidade confere a cada ser, uma determinada forma de ação e nós pais, temos naturalmente, de nos adaptar à criança que temos à nossa frente.

Nem colocamos em questão se procuras ou não ter uma postura assertiva, partimos do pressuposto que sim, mesmo sabendo que isso nem sempre acontece…

Para comunicares melhor com os teus filhos deves ter em conta tanto a comunicação verbal, como a não-verbal. Embora estudos indiquem que as palavras que utilizamos têm um peso de cerca de 7%, que o tom de voz tem 38% e que a linguagem corporal tem um peso 55%, consideramos que para exerceres uma parentalidade consciente e mais positiva, deves prestar mais atenção na coerência entre estes três aspetos.

De que serve usares o tom de voz adequado se o conciliares com as palavras e a linguagem corporal que transmitem a mensagem inversa?

Se tivesses a oportunidade de ser filmado enquanto interages com os teus filhos, provavelmente ficarias surpreendido com o conjunto da tua comunicação verbal e não verbal.

É relevante trabalhar as várias dimensões da comunicação, por isso, quando comunicares com os teus filhos a primeira pergunta que deverás fazer a ti próprio deve ser “Como é que eu quero que falem comigo?”. As crianças são esponjas e verdadeiros espelhos das pessoas mais próximas, com que interagem diariamente, nomeadamente os pais.

Procura “ver-te de fora”, presta atenção ao teu corpo, nomeadamente, para onde estás a olhar, qual a tua expressão facial e qual a posição do teu corpo.  A autoconsciência para os sinais exteriores e interiores treina-se, e implica reprogramar o piloto automático em que muitas vezes se vive.

Fotografia by Daria Shevtsova

As crianças adoram a atenção dos pais. Enquanto os teus filhos falam contigo, procura dar-lhes pistas não-verbais de que estás a prestar atenção (como acenar com a cabeça e manter contacto visual). Isto pode parecer óbvio, no entanto, passar a mensagem não verbal de que não estamos a prestar atenção ao que as crianças nos dizem é muito fácil e, ainda mais, com todas as tarefas diárias que temos de executar (preparar o jantar, arrumar a casa, etc) e com as distrações que temos (o telemóvel, as notícias, as preocupações do dia a dia, etc).

A auto-observação pode soar-te de início, árdua, no entanto com tempo irás corrigindo a tua forma de comunicar e verás mudanças em ti e nos teus filhos. À medida que mudas, os teus filhos mudam contigo!

Pratica a coerência (comunicação verbal aliada à comunicação não verbal) e a consistência (atitude e forma). Quanto mais coerente e consistente conseguires ser, mais sucesso terás na forma como te relacionas com as crianças.

Centra-te, domina as tuas emoções, conecta-te ao teu coração e não há como falhar.

Com amor, empenho e emoções alinhadas a magia acontece!

Podes saber mais sobre desenvolvimento pessoal nos textos que preparámos para ti e que poderás ler e ouvir na página www.asmarisas.com  em “À melhor versão de TI”.

Um sorriso,

Inspira Parentalidade!

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