Inspira Parentalidade

O Poder do Exemplo

Olá Inspiração!

O velho ditado “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” deixou de ser válido.

Já abordámos em artigos anteriores a importância da comunicação não verbal e do peso que esta tem na nossa comunicação. Se te recordas, apenas 7% da nossa comunicação é retida em forma de palavras e 93% é conseguida através da comunicação não verbal.

Esta teoria sustenta o facto de as crianças aprenderem maioritariamente pelo exemplo das suas figuras de referência, ou seja, dos seus pais, familiares mais próximos, educadores e professores. As crianças observam comportamentos, analisam, integram as aprendizagens obtidas e depois reproduzem esses mesmos comportamentos observados. Aqui percebemos a relevância da comunicação não verbal e a urgência de rever este velho ditado.

Quando queremos modificar os comportamentos das nossas crianças, não adianta a quantidade de vezes que insistimos com elas sobre o mesmo, quando elas observam em nós a conduta contrária. Por exemplo, de que serve dizermos que a escola é importante se as nossas atitudes enquanto pais não demonstrarem o interesse pela mesma? O que isso importa se o nosso discurso for de desmotivação, de desinteresse, de desconexão e de pouco envolvimento no percurso escolar dos nossos filhos?

De que serve dizermos que não podem falar alto ou gritar se, enquanto pais, formos os primeiros a fazê-lo em momentos de tensão ou conflito?

Quando dizemos às crianças que não podem dizer palavras feias e, passados alguns instantes, somos nós a usar esse tipo de palavreado, perdemos credibilidade perante as crianças. Que autoridade temos nós para as castigar se o exemplo que elas observam é exatamente o uso dessas mesmas palavras?

De que serve insistirmos com as crianças para adquirirem hábitos de leitura, se elas observarem que nós pais, nunca lemos revistas ou livros?

No final, o mais importante é pensarmos: que exemplo damos às nossas crianças? Que credibilidade temos nós quando não permitimos determinadas ações e, posteriormente, nós próprios adotamos esses mesmos comportamentos? Como agimos em situações semelhantes?

Para mudarmos comportamentos, é essencial interiorizar a ideia de que é o nosso comportamento e as nossas ações que as crianças vão observar e repetir, porque é essa informação não verbal que elas conseguem reter. E é aqui, que faz todo o sentido olharmos para o velho ditado e transformá-lo em “olha bem para o que eu faço e não tanto para o que eu digo”.

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Um Sorriso,

Inspira Parentalidade!

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